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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

CLIMA DE CENTRAL /BA






ARTIGO INFORMATIVO:

SOB RE O A CIDADE DE CENTRAL/BA,  ENVOLVENDO VÁRIOS ASPECTOS CLIMATOLÓGICOS, DE ANTES COMPARANDO-OS COM O MOMENTO ATUAL.
                      
                        
                               BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE CENTRAL




                                                    BRASÃO DO MUNICÍPIO DE CENTRAL/ BA



                                   BREVE HISTORICO DE CENTRAL
O povoado de Riacho Largo serviu como ponto de apoio, as famílias onde  cresceram, o que fez com que alguns começassem a procurar terras de maior produtividade. Foi assim que Izidro José Ferreira cuidou de fazer uma rocinha na região do Juá da Espera, ao nascente de Riacho Largo, em 1870. Não se contentando com as conquistas até ali, Izidro e outros começaram a trabalhar em novos objetivos, novas conquistas, com picadas na caatinga  trabalhado por vários dias, eram quatro sendo os outros três os dois filhos Manoel, Lúcio Ferreira e o seu genro Francisco Ferreira dos Santos, vulgo Chico Ferreira.
Trabalhavam arduamente e dormiam na mata, sempre em direção ao nascente. No quinto dia de serviço, após ultrapassarem a área hoje, Central, voltaram um pouco, mas à noite não dormiram por causa da sede, pois não mais servia a água de caroá e outras plantas. Pela manhã, entretanto, viram pássaros voando numa só direção e Manoel Ferreira, destemido e curioso, viajou na direção do voo dos pássaros e, ao sair do sol, encontrou as pedreiras da toca Velha, mas sendo a toda de dentro, ao sul da outra e nela havia um pouquinho de água. Manoel Ferreira gritou seus companheiros e todos beberam à vontade, permanecendo ai por dois dias, planejando a volta para o Riacho Largo, até que encontraram a área que atualmente encontra se Central.”

DADOS MAIS RECENTES DE CENTRAL

O município de Central com 53 anos de emancipação política, está localizada na latitude 11º 08’ em na longitude 42º 06’ e dispondo de uma densidade demografia de 28,05 habitante/k²  que ocupa uma área de 602 Km²  e dispondo de uma altitude de 698 metros, localizada a 510 km da Capital do Estado, às margens da BR 052 na Estrada do Feijão, região semi-árida, tipo de vegetação Caatinga hidrografia possuindo uma nascente no povoado de Riacho Largo, que deságua no Rio Verde que faz foz no Rio Francisco com o  fuso horário que   é o UTC-3, na Mesorregião do Centro-Norte, da microrregião de Irecê do Estado da  Bahia e  ainda tendo como limítrofes as cidades de Itaguaçu da Bahia, Uibaí, Presidente Dutra, Jussara e ficando a uma distância da cidade sede da microrregião Irecê a 36 km ou equivalente há meia hora de viagem.
Com uma população estimada em 17.013 (dados do IBGE do senso de 2010) habitantes, com IDH 0,614( médio PNUD/2000), e o PIB de R$ 47.658803 mil do IBGE/2008 e um PIB per capita de R$2.658,34 IBGE/2008  sua sociedade é formada por um povo que tem origens na miscigenação entre indígenas, africanos e europeus e que traz na maneira de trabalhar a terra, na culinária e nos festejos, características das culturas que os originaram. Hoje possui entre sua população grupos Quilombolas em processo de reconhecimento, porém a descendência indígena ainda carece de estudos e valorização.
A vegetação predominante é a Caatinga, cortada por rochas e serras onde se detectou riquíssimo patrimônio paleontológico datado de cerca de 10.000 anos. As serras existentes têm em média 800 metros de altitude apresentando fendas e tocas esculpidas nas rochas com a denominação local de grota, grutas, boqueirões, tanques e fontes, locais com presença de água, como Grota da Pitanga, Grota dos bois, Gruta da Lapinha, Riacho Largo, Boqueirão de Maxixe, Fonte Grande, etc. Ao longo dessas fontes e grotas o homem pré-histórico, estudado.

dados climatológicos representam uma média do período  entre 1961 e 1990





Dados observados de precipitação e temperatura do mês atual para todas as cidades do Brasil




CONHECIMENTO POPULAR.


Foi entrevistado o Sr. Genilio fraga de Oliveira, de 70 anos, agricultor, residente no povoado de Larguinha de Central. Na entrevista ele relatou-me alguns dados sobre o clima de Central, que  antigamente segundo ele  até os anos de 1980  era mais fácil tira a previsão de quando mais ou menos iria chover e a partir a gente podia plantar, que teria uma boa safra. Algumas mudanças começaram a ocorrer em meados dos anos 80 e cada vez mais foi ficando difícil de saber e isso, veio interferindo no  conhecimento popular  e desta mesma  forma ocorreram muitas modificações na agricultura, onde muitos agricultores não conseguiram  mais se sobressair na agricultura. Seu Genilio Fraga de Oliveira, falou que tem certeza de que a causa da mudança no clima de Central foi o custeio agrícola, financiado pelo Banco do Brasil no decorrer das décadas de 70,80 e 90, onde aconteceu o desmatamento desenfreado, assim perdendo a vegetação nativa. Com a perda desses recursos naturais afetou o nosso clima e perdemos nossos instrumentos de previsão de tempo. Que eram baseados no canto de alguns pássaros, mandacaru, flor do caroá, o serra pau  entre outras aspectos.  

Pode-se afirma que o conhecimento popular foi é algo que as pessoas que não dispunha na sua época para  prevê o tempo utilizava a própria natureza tanto para o clima quanto para saber que era no momento em que se queria saber e que isso já bem diferente no conhecimento científico para obter a previsão do tempo  utiliza-se dos diversos e modernas técnicas através programas de computadores conectados ao satélites, ode prever-se chuvas de logos períodos além de prevê  e alerta as pessoas de tornados, furações e tufões. Portanto há uma relação se entre esses dois tipos que o popular é  conhecimento de mundo que as pessoas mais idosas dispunham sem comprovação   e na maioria das vezes era certeza enquanto o climatologistas eles provam através  de fotos de satélites.  




              UNIVERIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB   
PROGRAD – ASPES /FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA
EDUCAÇÃO BÁSICA
UNEB/MEC/CAPES/PLATAFORMA FREIRE
CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA

DISCIPLANA DECLIMATOLOGIA

PROFESSORA;
MARIA DA CONCEIÇÃO.



   Apresentado como avaliação requerida pela professora Maria da Conceição da disciplina de Climatologia, do Curso de Licenciatura em Geografia da Plataforma Freire/Universidade do Estado da Bahia – Campus da UNEB DCHT XVI IRECÊ



IRECÊ/BA
2011



ACADÊMICO:
AURELINO PEREIRA DE OLIVEIRA FILHO;








ARTIGO INFORMATIVO DOBRE O CLIMA DE CENTRAL.









IRECÊ/BA
2011




quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DIVERSOS PONTOS DE CENTRAL


PONTO DIGITAL,

FABRICA CIDADÃ, NO LOTEAMENTO 
EUZÉBIO FERREIRA DE BRITO/
EM CENTRAL/BA  


Rio no Povoado de Vereda 

(Lugar conhecido por Gavião), Central /BA.


AVENIDA CENTRAL 

PRIMEIRA A SER CALÇADA EM DE PEDRAS PETRAS 
POR VOLTA DE 1958. 

NÃO DEVEMOS DEIXAR A NOSSA 
HISTÓRIA DESAPARECER. 


Praça Alice Maciel Porto, atrás da Igreja Católica

l


CÂMARA DE VEREADORES 

PREFEITURA MUNICIPAL DE CENTRAL

UNIDADE  DA EMBASA AGÊNCIA DE CENTRAL/BA


FOTO AÉREA 


 PINTURAS RUPESTRE DO MUSEU DE CENTRAL


SEDE DA RÁDIO CENTRAL FM.
LOCALIZADA NA AVENIDA JOÃO DURVAL CARNEIRO


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Central Berço da Arqueologia

MUSEU ARQUEOLÓGICO DE CENTRAL: UM EXEMPLO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO INTERIOR DA BAHIA, BRASIL



MUSEU ARQUEOLÓGICO DE CENTRAL: UM EXEMPLO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO INTERIOR DA BAHIA, BRASIL

Martha Locks, Maria Beltrão & Andreia A. Soares
RESUMO
            A equipe do Projeto Central, Museu Nacional, UFRJ desenvolve pesquisas no campo da arqueologia e áreas afins no interior do estado da Bahia, desde 1982. Com o crescimento natural das pesquisas passamos a direcioná-las a divulgação científica. Iniciamos a partir de 1989 uma série de exposições entre elas à realizada no Espaço Cultural do Banco do Brasil, no município de Central (1994), que se tornou o foco de irradiação de nossas pesquisas. Essa exposição embora composta por pequenos quadros de acetato com reproduções de pinturas rupestres e painéis de trabalhos científicos apresentados em congressos, despertou o interesse da comunidade e gerou a criação e implantação do Museu Arqueológico de Central em 1995. Foi doada pelo prefeito à época parte do prédio do Mercado Municipal. Foram realizadas, as reformas e organizadas as exposições, compostas por telas de 2,00m X 1,50m com reproduções das pinturas rupestres e com doações de material histórico, arqueológico e paleontológico. Anualmente o acervo é ampliado e novos textos explicativos são adicionados mostrando os resultados das novas pesquisas na região. Esse Museu é provavelmente o único museu no Brasil associado a uma feira regional, semanal, facilitando sua divulgação na comunidade rural. Embora sendo uma forma de educação não formal promove a interação com os centros de educação formal o que muito vem contribuindo para a Preservação do Patrimônio da região.

INTRODUÇÃO

            Em 1982 a Professora Maria Beltrão recebeu informações sobre sítios arqueológicos no Município de Central. Desde então, fez deste Município o centro do Projeto. Durante vários anos diversos pesquisadores do Brasil e do exterior, além de alunos (Ensino Médio, Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado) desenvolveram pesquisas sob sua coordenação em uma área que inicialmente tinha 270.000 Km2 e que recebeu o nome de Região Arqueológica de Central. A área foi reduzida há dois anos pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para 100.000 Km2.
Apesar de um mês apenas de trabalho de campo ao ano foram descobertos centenas de sítios arqueológicos o que resultou em inúmeros trabalhos, teses etc.
            Em 1988, começamos a perceber que a população tinha dificuldades em compreender os trabalhos e nos classificava como “piratas” que retiravam “potes de ouro”. Em 1989, passamos então, a nos dedicar à divulgação científica, com exposições itinerantes no Rio de Janeiro, Metrô (Estação Carioca). Em 1992, houve uma exposição no IBGE, Rio de Janeiro, com o lançamento de um selo comemorativo do V Centenário da Descoberta da América. Em 1993, levamos, por num mês, a exposição e painéis apresentados em Congressos para o Espaço Cultural do Banco do Brasil, no Município de Central. O interesse da população foi tão surpreendente que a exposição permaneceu por tempo indeterminado chamando a atenção das autoridades para a construção de um Museu.
            Através da Associação de Moradores (AMOC), a comunidade promoveu atos públicos com a finalidade de construir um Museu. Foi apresentado por Maria Beltrão, o Projeto de construção, mas como percebemos que o Projeto não saía do papel, solicitamos ao Prefeito que disponibilizasse um prédio para a instalação de um Museu provisório, pois era imprescindível que a população conhecesse o nosso trabalho objetivando a preservação do Patrimônio Cultural da região.
            Em julho de 1995, foi doado parte do prédio do Mercado Municipal, e em 13 dias reformamos o prédio sendo, então fundado o Museu Arqueológico de Central, com recursos da referida professora e mão de obra da Prefeitura.

MATERIAL E MÉTODOS

            Na exposição realizada no IBGE, as pinturas rupestres foram reproduzidas em quadros (tamanho A4) de acetato transparente fixado no papel Paraná. As reproduções rupestres foram realizadas com canetas de retroprojetor, nas cores originais (vermelho e preto), porém as cores branca e amarela que não sobressaiam no acetato, foram substituídas pelas cores azul e verde respectivamente. Esta exposição continha também uma reprodução rupestre em tamanho 1,50m X 0,80m em papel craft.
            A partir dessa exposição, foi organizada em 1994 uma exposição de 800m2 no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, com 150 telas de 2,00m X 1,50m em lona crua pintados com tinta acrílica com as reproduções pictóricas do Homem Pré-Histórico da Região, 80 fotos de 0,21cm X 0,15cm, de aspectos da área, textos explicativos sobre arte rupestre, sobre o Projeto Central e termos estranhos à comunidade "leiga", além de folders e um catálogo (BELTRÃO et al., 1999, 2001).
O tamanho das telas e das pinturas nas cores originais, vermelho, amarelo, branco e preto, foi o grande atrativo, porém, as molduras dificultaram o transporte e o acondicionamento das mesmas. O número de pedidos para a exposição foi crescente e tivemos que facilitar o transporte e fixação das telas. Desta forma retiramos a moldura e colocamos ilhós em todo o contorno das telas, tornando mais fácil o transporte e a fixação. Hoje já totalizam 51 exposições itinerantes no Brasil e exterior.
            Durante os trabalhos de campo realizados em julho de 1995, no Município de Central, foi iniciada a reforma de parte do prédio do Mercado Municipal. A área que nos foi destinada estava em condições precárias, mas em 13 dias completamos as obras. No salão central foram fixadas 25 telas já descritas acima. Nas salas laterais transferimos a exposição já referida que estava no Banco do Brasil, além de artefatos arqueológicos, fósseis de animais e algumas peças históricas doadas pela comunidade. Esse material foi exposto em estantes com 0,60cm de altura por 1,00m de comprimento com duas prateleiras, doado por uma escola local. Foi então fundado o Museu Arqueológico de Central, em 06 de agosto de 1995 (BELTRÃO et al., 2000).
            Nos anos seguintes fomos ampliando o acervo, complementando os textos explicativos sobre Arqueologia, Paleontologia, Geologia, entre outros e tornando o Museu cada vez mais didático. O Museu integra um espaço onde ocorre semanalmente a feira regional, fato este que faz com que haja um aumento do número de visitantes neste período.
O salão central do Museu foi (1995-2000) freqüentemente utilizado pela equipe de pesquisadores, de diferentes especialidades do Projeto Central, para a realização de palestras a professores, estudantes e a comunidade. Em uma das salas laterais havia atividades desenvolvidas junto às crianças centralenses por estagiários e pesquisadores que tiveram formação pedagógica.
No final do ano 2000, durante o período das chuvas, houve o desabamento do telhado, danificando o acervo, que ficou acondicionado em um colégio.
Com a mobilização da comunidade o Prefeito realizou as obras necessárias e em julho de 2001, restauramos e ampliamos o acervo, sendo então a exposição totalmente modificada.
O salão central passou a ter 40 telas, 6 vitrines com exposição de acervo arqueológico, paleontológico e zoológico, 4 biombos contendo 8 textos explicativos, mapas de 1,00m X 0,90m impressos em plotter colorido, 2 maquetes (sítio arqueológico e sítio paleontológico) e um quadro ao fundo do salão de 5,50m X 3,30m pintado à óleo pela artista plástica local Dugleidy, com mamíferos pleistocênicos e a reconstituição do ambiente.
As salas laterais ficaram divididas em: 1 - Arqueologia Histórica, com duas vitrines (armas, chapéu, panelas, moedas, cédulas etc.), pote de barro para água, fotos de habitantes e textos explicativos; 2 - Geologia, com duas vitrines (rochas e minerais) e textos explicativos; 3 - Acervo Fotográfico, 10 painéis em acrílico de 0,70cm X 0,50cm com 80 fotos de 0,21cm X 0,15cm sobre a região, sítios arqueológicos, fazendas, construções e comunidade, são fotos resultantes das pesquisas científicas; 4 - Sala de Leitura, com diversos textos dos trabalhos resultantes da pesquisa na região e livros sobre arqueologia; 5 – Sala contendo 2 telas e textos de etnobotânica, aguardando que a prefeitura coloque aparelhagem de vídeo.
A partir desse ano, por não ter mais espaço no Museu, as palestras passaram a ser nos Colégios (Central) e Faculdades (Irecê)
Em 2002, aumentamos o número de vitrines para o acervo histórico (2), geológico (1), na sala de leitura foram acrescentados 10 quadros de evolução humana pintados a óleo pela referida artista plástica.
Em 2003 fixamos painéis em plotter colorido resultantes de apresentação em congressos que foram distribuídos pelo salão central, sala de fotos e sala de vídeo. Ainda expusemos o material histórico doado. Restauramos a pintura da fachada externa, paredes, rodapé e piso, título, logomarca e incluímos o horário de funcionamento.
Em 2004, construímos dois armários expositores para o salão principal de 1,60m X 1,00m X 2,20m e ao fundo um painel 1,40m X 1,00m pintado a óleo pela artista plástica Dugleidy de ambientes relativos ao material exposto: 1 – para expor o material arqueológico da região, cerâmica, artefatos líticos etc. Neste, 15 quadros de 0,20cm X 0,30cm com reproduções da confecção de cerâmica completando à pintura ao fundo; 2 – para expor os ossos de Eremotherium laurilardii (Preguiça-Gigante). Na sala de Arqueologia História, colocamos uma lona impressa em plotter colorido de 3,00m X 2,00m com a trajetória da Coluna Prestes na Micro-Região de Irecê, resultante da pesquisa da Arqueóloga Renata Maia nos anos de 2002 e 2003 contendo fotos das pessoas que foram entrevistadas e suas frases mais importantes. Além disso, substituímos as fotos das pessoas da sala histórica por quadros pintados a óleo, acrescentamos peças ao acervo e trocamos os biombos e os textos explicativos. Foi colocada também uma mesa com fotos de pinturas rupestres, cobertas por vidro, para serem reproduzidas pelas crianças através de plástico transparente com caneta de retroprojetor.
  

 DISCUSSÃO
            Foi possível notar o orgulho e o entusiasmo da população resultante dos trabalhos de divulgação científica do Projeto Central com a criação do Museu Arqueológico de Central, mesmo que em condições precárias, através de atos públicos, homenagens à equipe, trabalhos escolares etc.
A criação do Museu Arqueológico de Central despertou o interesse também dos governantes, pois em 2001, no Município de Central, a festa do 43º Aniversário, o desfile cívico e a roupa dos blocos carnavalescos tiveram o tema Arqueologia. Além disso, recebemos a homenagem da Prefeitura com a construção de quatro Praças no centro do Município, circundadas de reproduções de pinturas rupestres de pedra portuguesa no chão (BELTRÃO et al., 2003).
As palestras no Museu obtiveram o resultado esperado, pois pudemos notar a diminuição das pichações (BELTRÃO et al., 2002) e o aumento do interesse de professores, alunos e da comunidade em geral pelo assunto arqueologia e por proteger o Patrimônio (BELTRÃO et al., 1994). As palestras além de levarem o conhecimento científico à população puderam ser avaliadas pela equipe, pela motivação dos professores de diversas disciplinas em utilizarem o Museu como aula e pelo retorno obtido nos trabalhos desenvolvidos pelos alunos (REBELLO, 2000).
A idéia de colocar as fotos das pessoas que foram entrevistadas sobre o tema da Coluna Preste teve a intenção de facilitar o acesso a outras pessoas que sabem do ocorrido, pois até o ano de 2002 está pesquisa vinha sendo feita sem grandes passos. Esse painel atingiu as nossas expectativas e abriu uma das portas mais difíceis que é a entrevista e a fotografia dos representantes mais idosos da comunidade. Todo o acervo histórico doado pela população recebeu o nome do doador para incentivar a doação de peças pertencentes a sua família. Porém o material Pré-histórico trazido pela população é exposto apenas com a classificação, servindo de exemplo de que peças arqueológicas, paleontológicas, etc. só podem ser retiradas do local de origem pelo pesquisador, para que o acervo exposto seja oriundo de estudos.
A partir da criação do Museu Arqueológico de Central, a comunidade do município de Barreiras fundou o Museu Municipal de Barreiras, em 1997. Fomos contatados para o auxílio na parte Pré-Histórica. Em 1998, iniciamos os trabalhos na região e organizamos as vitrines com o acervo arqueológico. Houve interesse de outros municípios na criação de Museus.
Nasceu então o subprojeto "O Sertão Vai Virar Museu", idealizado pela Prof.ª Maria Beltrão, para levar os conhecimentos científicos à população "leiga", (LEITÃO & ALBAGLI, 1997).
Em 2004, inaugurou-se o Museu da Terra, no Município de Luis Eduardo Magalhães com parte da exposição itinerante que também será ampliado anualmente. No Município de Angical a comunidade vem se organizando para a formação de um Museu.
Temos trabalhamos na divulgação científica com o fator surpresa. A cada ano em alguma ou em várias salas, com a finalidade de aferir nossa capacidade de difusão realizamos modificações que são utilizadas como um instrumento de divulgação. Esta atitude tem fortalecido a divulgação "boca a boca", bem como dos meios de comunicação, aumentando o número de visitantes a cada ano. Como exemplo no Museu Arqueológico de Central, um quadro de 2,00 X 3,00m pintado por uma artista plástica da região, trouxe visitantes do local e dos municípios adjacentes imediatamente. Uma foto antiga desconhecida, contendo pessoas de diversas famílias da fundação do município, gerou uma visitação dos familiares de todas as idades, logo após. Desta forma, criamos uma expectativa anual que visa aumentar o número de visitantes.
Esse Museu, pela sua localização junto à feira regional semanal, oferece condições de visitação para as pessoas até de pequenos povoados, que só se deslocam para a cidade no dia da feira. Esta população menos favorecida convive diariamente com os sítios arqueológicos e paleontológicos que estão localizados nas suas terras, tem o domínio do ambiente, mas falta o conhecimento científico.
O financiamento para a fundação do Museu contou com recursos da Professora Maria Beltrão, da FINEP e do CNPq e com o apoio concedido pela prefeitura, que doou o prédio e a mão de obra. Na reinauguração do citado Museu, em 2001, houve financiamento da Prefeitura Municipal de Central, da Professora Maria Beltrão e do CNPq. Anualmente, dentro do Estado da Bahia, temos o apoio do Governo do Estado no deslocamento terrestre e nos municípios do oeste baiano, contamos também com o auxílio do 4º Batalhão de Construção e Engenharia de Barreiras (4º BEC).

IMPACTO DAS ATIVIDADES DE DIVULGAÇÃO DE CIÊNCIA
1-    Atos Públicos realizados pela Associação de Moradores do Município de Central com as seguintes propostas: A - Construção de uma nova sede do Museu Arqueológico de Central na entrada da cidade; B - Que as fachadas das casas, de cada rua, apresentem parte da logomarca do Museu com uma representação rupestre simbolizando um sítio arqueológico com a finalidade de preservar o ambiente e o Patrimônio.
2-    As palestras despertaram o interesse da comunidade e tiveram como resultados: A - Um estudo sobre os aracnídeos de interesse médico, realizado pelos Professores Elaine Folly (UBM - Barra Mansa, RJ) e Antonio D. Brescovit (Instituto Butantan, SP) que culminou em uma exposição no Museu iniciada em 2003; B - Um estudo etnobotânico que provocou o interesse dos mais jovens no resgate cultural e modificou nos “erveiros” a técnica de extração de planta impedindo a morte da mesma; C - Participação na totalidade dos mais idosos no resgate da passagem da Coluna Preste pela região sob o ponto de vista daquele povo.
3-    Mobilização dos governantes e da população realizando o aniversário da cidade em 2001 sob o tema arqueologia (convite, desfile cívico, blocos carnavalescos etc.).
4-    Envolvimento dos professores integrando a educação não formal a educação formal.
5-    Modificação do conceito dos pesquisadores junto à comunidade, anteriormente considerados como “piratas”.
6-    Aumento anual de visitantes no Museu levado pelas modificações e ampliações do acervo da exposição. Visitam o Museu além da população local, os moradores dos municípios adjacentes, de Municípios mais distantes da Bahia,
7-    Representação rupestre nas calçadas das praças, no Município de Central.
8-    Elaboração de uma exposição de malacologia, incluindo a parte de interesse médico no Museu Arqueológico de Central.
9-    Esforço dos governantes e da população junto aos pesquisadores para fazer da Arqueologia um meio de sobrevivência a uma região carente através do Turismo Eco-Cultural.


CONCLUSÃO
            Concluímos que o impacto das atividades de divulgação de ciência através de palestras e criação de Museus foi à diminuição das degradações antrópicas e aumento do interesse da população pela Arqueologia, isto é, conseguimos divulgar o trabalho que realizamos na Região. Temos consciência de que a divulgação científica tem que ser adaptada a necessidade de cada comunidade, principalmente quanto à formação dos Museus, mas percebemos que o método - fator surpresa - que utilizamos anualmente vem estimulando a visitação. Nos municípios mais carentes, onde a exploração dos recursos naturais é gerada pela necessidade de sobrevivência - a fome - (LOCKS et al., 1994), o interesse por essa divulgação atinge todos os níveis sociais, principalmente o mais baixo, nestes os Museus são prioritários.
O Museu Arqueológico de Central que foi o primeiro Museu a ser criado pela equipe do Projeto Central, por estar em uma área carente, também é o nosso laboratório onde medimos anualmente os impactos causados pelas modificações, fazendo uma avaliação da nossa capacidade de divulgar a ciência.
            O Município de Central se destaca dos demais do Brasil, pois tem pinturas rupestres no chão das praças confeccionas com pedras portuguesas, uma atitude dos governantes exaltando a Arqueologia e é provavelmente o único Museu que integra um espaço onde ocorre semanalmente a feira regional.
.           Temos atingido gradualmente nossos objetivos que são:
1 - Implantar Museus (subprojeto "O Sertão Vai Virar Museu"),
2 - Alfabetização científica cultural da comunidade local.
3 - Formar multiplicadores, isto é, agentes de transformação da realidade, desde a educação infantil, para difundir a Preservação do Patrimônio e Ambiental.
4 - Interação entre educação não formal e educação formal.
5 - Desenvolver o Turismo Eco-Cultural na Região cooperando com o desenvolvimento sócio-econômico.
Até o presente estamos conseguindo alcançar a nossa meta Preservar o Patrimônio Cultural da região em que trabalhamos, pois é necessário CONHECER PARA PRESERVAR (BELTRÃO et al., 1994 e LOCKS et al., 2003).

LEGENDA DAS FIGURAS:
FIG. 1 - Mapa do Estado da Bahia mostrando a área do projeto Central e a localização dos Museus.
FIG. 2 – Degradação Natural por fratura da rocha e fezes de mocó próximo da pintura rupestre.
FIG. 3 – Degradação Antrópica realizada em 2000, pichação com tinta a óleo sobre a pintura rupestre.
FIG. 4 - Museu Arqueológico de Central.
FIG. 5 – Praça no Município de Central com pintura rupestre no chão em pedra portuguesa.
FIG. 6 - Palestra no Museu Arqueológico de Central em 2000.
FIG. 7 - Museu Municipal de Barreiras.

BIBLIOGRAFIA
-BELTRÃO, M. & LOCKS, M. 1994 O Homem Pré-Histórico e o Céu. Publicação Particular, Registro No 87.646 Fundação Biblioteca Nacional, Série Pré-História/Arqueologia, Infantil, 10p., Rio de Janeiro.
-BELTRÃO, M & LOCKS, M. 1999 Projeto Central: Exposição de Arte Rupestre. ANAIS DO 1° Congresso de Extensão da UFRJ, p.223, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
-BELTRÃO, M & LOCKS, M. 2001 Projeto Central: Exposições de Arte Rupestre 2000/2001. ANAIS, 2º Congresso de Extensão da UFRJ, T-109, p. 215, BNDES, Rio de Janeiro.
-BELTRÃO, M & LOCKS, M. 2001 Projeto Central: Resultados da Divulgação Científica. RESUMOS, XI Reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira, p. 145, Rio de Janeiro.
-BELTRÃO, M., LOCKS, M., & AMORIM, J. 2002 Projeto Central: Preservação de Sítios Arqueológicos com Pintura Rupestre. In. FUNDHAMENTOS, vol I (2):243-254, Piauí.
-BELTRÃO, M., LOCKS, M. & AMORIM, J. 2003 20 Anos de Projeto Central, Estado da Bahia, Brasil. RESUMOS, XII Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Painel Simpósio 69, no Parlamento Latino-Americano, São Paulo.
-BELTRÃO, M.; LOCKS, M.; MUINHOS, V.; NEME,S.; RABELLO, A.; ZARONI, L.; CHERFAN, A.; QUEIROGA, I. & NIEMEYER, H. 1994 Tema: Pré-História Brasileira na Região Arqueológica de Central-Bahia. O ensino da Pré-História no nível de 1o grau. Seminário para Implantação da Temática Pré-História Brasileira no Ensino de 1o, 2o, e 3o graus. Museu Nacional-UFRJ/SESU/MEC, 70-73. Rio de Janeiro.
-BELTRÃO M.; LOCKS, M. & ZARONI, L. 2000 Museu Arqueológico de Central, Bahia, Brasil. Documentos, Sociedad de Investigación del Arte Rupestre de Bolívia (SIARB), p.31, V Simposio Internacional de Arte Rupestre, Tarija, Bolívia.
-LEITÃO, P. & ALBAGLI, S. Popularización de la ciencia y la tecnologia: una revisión de la literatura. In: Martizez y Flores (eds) (1997), La popularización de la ciencia y la tecnologia: reflexiones básicas. Fondo de Cultura Económica, México.
-LOCKS, M. & BELTRÃO, M. 1994 A Interferência do Sertanejo na Cadeia Alimentar. Anais I Encontro Brasil. Ciênc. Ambientais, III: 1219-1231, UFRJ, Rio de Janeiro.
-LOCKS, M. & BELTRÃO, M. 2003 Livros de Pano: Um Resgate Arqueológico. RESUMOS, XII Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Painéis 108-109, no Parlamento Latino-Americano, São Paulo.
-REBELLO, L.H.S. 2000. O perfil educativo dos Museus de Ciências da cidade do Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado, Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense.

CENTRAL FEST 2011

Ocorrerá nos dias 12,13 e 14 de agosto de 2011 na avenida Central  é um das melhores festa da região venha e divirta-se a valer.
Central agradece a sua visita.